New to Busy?

Destino: Independência Financeira! (#4): A regra 50/30/20

7 comments

martusamak
62
2 years agoBusy3 min read

900.jpg

Olá Steemians,

Neste espisódio #4 da série Destino: Independência Financeira! trago a já velhinha, mas bastante recente para mim, Regra 50/30/20, tornada popular pela Senadora Elizabeth Warren no seu livro All Your Worth: The Ultimate Lifetime Money Plan.
O meu primeiro contacto com a esta "Regra" deu-se quando assisti a um curso gratuíto no Udemy criado pelos responsáveis da app MoneyCoach. O principal argumento, com o qual eu não concordo, é de que um orçamento pode ser muito complicado, sobretudo para quem se inicia na "arte" da gestão das finanças pessoais, sugerindo como alternativa a sua app que assenta no príncipio 50/30/20. Eles, no seu direito procuram "vender o seu peixe"... Reconheço no entanto que um orçamento pode parecer pouco atractivo nos primeiros dias ou semanas, mas é tão complicado ou simples quanto nós o quisermos fazer...

Mas, em que consiste então a Regra ou Princípio 50/30/20?

É muito simplesmente uma medida padrão para dividir o rendimento mensal líquido em três grandes categorias - necessidades, desejos, e poupanças - e atribuindo a cada uma delas 50%, 30%, e 20% desse seu rendimento respectivamente.
Esta norma serve, sobretudo para os mais inexperientes, melhor avaliarem criticamente as suas despesas e gastos e repensarem a forma como gerem o seu dinheiro. Passo a expor com maior detalhe esta norma e os seus preceitos.


imagem.png




50%: Necessidades

Nesta primeira categoria são englobados todos os gastos indispensáveis à sua sobrevivência. Repare, eu disse indispensáveis! Falamos de renda de casa, despesas com água e energia, alimentação, combustível ou gastos com transportes públicos para que possa deslocar-se para o trabalho, etc. O essencial para que consiga sobreviver. Este valor corresponderá ao valor mínimo necessário para se manter vivo, sem gastos acessórios. Não, Netflix, assinatura de TVCabo ou daquele canal de desporto, ou até despesas com vestuário, serão alocadas na seguinte categoria.

30%: Desejos

Aqui sim, como disse antes cabem todas aquelas despesas que provavelmente lhe dão mais prazer. Restaurantes, bares, roupa, videojogos, serviço de internet e tv cabo, gadgets... Enfim, tudo o que não seja realmente uma necessidade. Assim, sabendo que 30% é o valor limite para essas despesas, ajuda a evitar gastos excessivos, que nos possam levar ao endividamento por questões supérfluas.

20%: Poupança(s)

E por último, mas nunca menos importante, 20% do rendimento líquido mensal deve ser poupado para o futuro. Destes 20% devemos distribuir uma parte para construir um fundo de emergência, um fundo para amortizar dívidas caso existam, e um fundo para investir e assim fazer esse dinheiro trabalhar para nós. O peso de cada um destas subcategorias deve ser adequado às necessidades individuais.

Concluindo

Mais do que uma regra inflexível, a norma 50/30/20 deve operar como princípio orientador da distribuição do seu rendimento pessoal pelos diferentes tipos de categorias e responsabilidades financeiras. As percentagens devem variar conforme as suas necessidades e objectivos. E, ao contrário do que os criadores da app MoneyCoach apregoam, esta "regra", muito mais do que uma alternativa, constitui um complemento à filosofia de um orçamento pessoal.
Convido-os, por último, a lerem também o post do @pedrocanella sobre o mesmo tema.

Boas poupanças!

Outras publicações desta série:

Destino: Independência Financeira - #1: O despertar da consciência financeira
Destino: Independência Financeira - #2: Sob um tecto orçamental (pt. 1)
Destino: Independência Financeira - #2: Sob um teto orçamental (pt. 2)
Destino: Independência Financeira (#3): Disciplina nas finanças pessoais


Comments

Sort byBest